Helena Rocha

Tontura e Vertigem

Nem toda crise é labirintite. Veja as causas mais frequentes de tontura, vertigem e quando investigar com urgência.

Principais causas de crise vestibular

As crises de “labirinto” podem ter muitas origens. A verdadeira labirintite, inflamação do ouvido interno, é mais rara. Na prática clínica, o mais comum é encontrar outras alterações vestibulares.

VPPB

É a causa mais frequente de vertigem posicional, geralmente desencadeada ao virar na cama, levantar, olhar para cima ou abaixar a cabeça.

Neurite vestibular

Pode aparecer após gripe, resfriado, sinusite ou virose, com vertigem intensa por horas ou dias, náuseas e desequilíbrio.

Doença de Ménière

Crises recorrentes com pressão no ouvido, zumbido, perda auditiva flutuante e sensação de ouvido tampado.

Enxaqueca vestibular

Comum em quem tem enxaqueca, sensibilidade à luz ou histórico familiar, inclusive sem dor de cabeça no momento da vertigem.

Estresse, ansiedade e insônia

Grandes desencadeadores de crise vestibular, especialmente em pacientes com VPPB, PPPD, migrânea vestibular ou zumbido.

Cervical, ATM e tensão muscular

Alterações do pescoço e da ATM podem causar tontura, cabeça pesada, flutuação e piora ao mover a cervical.

Alterações metabólicas

Hipoglicemia, diabetes descompensado, pressão alta, anemia, desidratação, excesso de cafeína, álcool e jejum prolongado também podem desencadear crises.

Quando investigar rápido

  • Fraqueza em um lado do corpo
  • Fala enrolada ou visão dupla
  • Dor de cabeça súbita e muito forte
  • Dificuldade importante para andar
  • Perda auditiva súbita ou desmaio

Esses sinais podem indicar causas neurológicas e não vestibulares.

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