Helena Rocha

Zumbido

O zumbido é um sintoma. Entenda as causas mais comuns, o componente somatossensorial e quando procurar avaliação rápida.

O zumbido pode ter origem auditiva, muscular, metabólica, vascular ou emocional

Na clínica, a avaliação busca identificar não apenas o incômodo sonoro, mas também os fatores que mantêm o cérebro em estado de hiperatenção ao som.

Perda auditiva e ruído

Mesmo perdas leves podem gerar zumbido, assim como exposição frequente a ruídos altos, fones, shows, academia e trabalho com máquinas.

Cera, medicamentos e metabolismo

Excesso de cerúmen, medicamentos ototóxicos, diabetes, resistência à insulina, pressão alta e deficiência de vitaminas podem participar do quadro.

Estresse, ansiedade e insônia

Nem sempre causam o zumbido sozinhos, mas costumam aumentar muito a percepção do sintoma.

ATM e bruxismo

São muito comuns quando o som muda ao apertar os dentes ou mexer a mandíbula.

Tensão cervical e muscular

Pescoço, trapézio, suboccipitais e postura corporal podem modificar o zumbido em muitos pacientes.

Labirinto e causas vasculares

Enxaqueca vestibular, doença de Ménière, alterações vestibulares e zumbido pulsátil exigem investigação clínica cuidadosa.

Quando a origem é mais somatossensorial

Se o zumbido muda com pescoço, mandíbula, apertamento dentário, postura ou toque muscular, a origem costuma estar ligada a componentes musculares e sensoriais.

  • ATM e sistema trigeminal
  • Musculatura cervical
  • Trapézio e suboccipitais
  • Disfunção vestibular associada

Esse perfil costuma responder bem a reabilitação vestibular, terapia cervical, liberação miofascial, neuromodulação e correção de hábitos mandibulares.

Sinais de alerta

  • Zumbido em apenas um ouvido
  • Perda auditiva súbita associada
  • Tontura forte junto do zumbido
  • Som com batimento cardíaco
  • Início após trauma cervical ou craniano
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